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Refluxo gastroesofágico e obesidade: entenda a relação e como tratá-las

O refluxo é um problema que afeta muitas pessoas e pode estar relacionado ao excesso de peso. Saiba como prevenir e tratar esse distúrbio que pode comprometer a sua qualidade de vida.

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Você já sentiu uma sensação de queimação no peito, uma dor na garganta ou um gosto amargo na boca depois de comer?

Esses são alguns dos sintomas do refluxo gastroesofágico, uma condição que ocorre quando o ácido do estômago volta para o esôfago, causando irritação e inflamação. O refluxo pode ser causado por diversos fatores, mas um deles é a obesidade.

Neste artigo, vamos explicar como o excesso de peso pode favorecer o refluxo, quais são os riscos e complicações dessa doença e como você pode prevenir e tratar esse problema que pode afetar a sua saúde e o seu bem-estar. Continue lendo e confira!

Como o excesso de peso pode causar refluxo?

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o esfíncter esofágico inferior, uma espécie de válvula que impede o retorno do ácido do estômago para o esôfago, não funciona adequadamente.

Isso pode acontecer por diversos motivos, como hérnia de hiato, gravidez, tabagismo, consumo excessivo de álcool, café, alimentos gordurosos, picantes ou ácidos, entre outros. No entanto, um dos fatores que mais contribui para o refluxo é a obesidade.

O acúmulo excessivo de gordura corporal, definido como obesidade, pode causar diversas consequências negativas para a saúde. Calculamos a obesidade usando o índice de massa corporal (IMC), que segue a fórmula:

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o IMC normal varia entre 18,5 e 24,9. Acima de 25, há sobrepeso, e acima de 30, há obesidade. A obesidade pode ser classificada em graus, conforme a tabela abaixo:

A obesidade pode causar refluxo de duas maneiras principais:

  • Aumentando a pressão intra-abdominal: o excesso de gordura na região abdominal pode comprimir o estômago e o esôfago, dificultando o fechamento do esfíncter esofágico inferior e facilitando o retorno do ácido para o esôfago.
  • Alterando os níveis de hormônios: a obesidade pode afetar a produção e a ação de hormônios que regulam o apetite, o metabolismo, a inflamação e a secreção gástrica, podendo aumentar a acidez do estômago e a sensibilidade do esôfago.

Estudos mostram que a obesidade aumenta em até três vezes o risco de desenvolver refluxo gastroesofágico, e que a perda de peso pode reduzir significativamente os sintomas e as complicações dessa doença.

Quais são os sintomas do refluxo gastroesofágico?

Os sintomas mais comuns do refluxo gastroesofágico são:

  • Azia: uma sensação de queimação no peito, que pode se irradiar para a garganta e a boca.
  • Regurgitação: o retorno do ácido do estômago para a boca, causando um gosto amargo ou ácido.
  • Disfagia: dificuldade para engolir alimentos ou líquidos, podendo causar engasgos ou tosse.
  • Dor torácica: uma dor no peito que pode ser confundida com um infarto, mas que geralmente melhora com antiácidos.
  • Rouquidão: alteração da voz, que pode ficar mais grave ou rouca, devido à irritação das cordas vocais pelo ácido.
  • Tosse seca: uma tosse persistente e sem catarro, que pode piorar à noite ou após as refeições.
  • Halitose: mau hálito, que pode ser causado pela presença de ácido ou de bactérias na boca.
  • Náuseas e vômitos: sensação de enjoo e eliminação do conteúdo do estômago pela boca, que pode ocorrer em casos mais graves ou associados a outras doenças.

Os sintomas do refluxo gastroesofágico podem variar de intensidade e frequência, dependendo da gravidade da doença, dos hábitos alimentares e de outros fatores individuais.

Algumas pessoas podem ter sintomas leves e esporádicos, enquanto outras podem ter sintomas graves e constantes, que interferem na sua qualidade de vida.

Quais são os riscos e complicações do refluxo gastroesofágico?

Se não tratarmos adequadamente, o refluxo gastroesofágico pode ocasionar várias complicações para a saúde. Algumas das complicações mais comuns são:

  • Esofagite: inflamação do esôfago, que pode causar dor, sangramento, úlceras e estreitamento do órgão.
  • Estenose esofágica: estreitamento do esôfago, que pode dificultar a passagem dos alimentos e causar disfagia, perda de peso e desnutrição.
  • Esôfago de Barrett: alteração da mucosa do esôfago, que passa a ter um aspecto semelhante ao do intestino, aumentando o risco de câncer de esôfago.
  • Câncer de esôfago: um tipo de tumor maligno que pode se desenvolver a partir do esôfago de Barrett ou de outras lesões pré-malignas, e que tem um prognóstico ruim e uma alta taxa de mortalidade.
  • Asma: o refluxo gastroesofágico pode desencadear ou agravar uma doença respiratória, devido à aspiração do ácido ou à irritação dos nervos do pulmão.
  • Sinusite: uma inflamação dos seios da face, que pode ser causada ou piorada pelo refluxo gastroesofágico, devido à inflamação das vias aéreas superiores.
  • Otite: o refluxo gastroesofágico pode causar ou agravar uma inflamação no ouvido devido à inflamação da tuba auditiva.

Além dessas complicações, o refluxo gastroesofágico pode afetar negativamente a qualidade de vida das pessoas, causando desconforto, dor, ansiedade, depressão, insônia, baixa autoestima e isolamento social.

Como prevenir e tratar o refluxo gastroesofágico e a obesidade?

O tratamento do refluxo gastroesofágico e da obesidade envolve medidas clínicas, comportamentais e, em alguns casos, cirúrgicas.

O objetivo é aliviar os sintomas, evitar as complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Algumas das medidas mais importantes são:

  • Perder peso: reduz a pressão intra-abdominal, melhora o funcionamento do esfíncter esofágico inferior, diminui a acidez do estômago e a inflamação do esôfago, além de trazer outros benefícios para a saúde, como a redução do risco de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer.

Você deve realizar a perda de peso de forma gradual e saudável, seguindo uma alimentação equilibrada e praticando atividade física regular, com orientação médica e nutricional.

  • Mudar os hábitos alimentares: a alimentação é um fator fundamental para prevenir e tratar o refluxo gastroesofágico e a obesidade, pois pode influenciar na produção e no retorno do ácido do estômago.

Onde fazer os exames para diagnosticar e tratar o refluxo gastroesofágico e a obesidade?

Se você tem sintomas de refluxo gastroesofágico ou obesidade, ou se quer prevenir essas doenças, é importante procurar um médico especialista em gastroenterologia, que poderá avaliar o seu caso e indicar os exames e tratamentos mais adequados para você.

A Gastroendo é um dos locais onde você pode realizar exames para diagnosticar o refluxo gastroesofágico e a obesidade. A clínica conta com uma equipe qualificada, experiente e humanizada.

A Clínica Gastroendo oferece diversos tipos de exames, que podem ajudar a detectar e tratar as doenças do aparelho digestivo, incluindo o refluxo gastroesofágico e a obesidade.

Entre em contato através do telefone (21) 3214-6600 ou por Whatsapp (21) 96726-3349, tire suas dúvidas e agende o seu exame.

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