Teste respiratório do hidrogênio e metano: diagnóstico de SIBO e IMO

O teste respiratório do hidrogênio e metano expirado é o principal exame não invasivo para investigação de SIBO (Small Intestinal Bacterial Overgrowth – supercrescimento bacteriano do intestino delgado) e IMO (Intestinal Methanogen Overgrowth – supercrescimento de arqueias produtoras de metano).

Quando solicitar o teste respiratório do hidrogênio e metano?

Dessa forma, o teste é indicado para pacientes com sintomas como:

  • Distensão e desconforto abdominal
  • Excesso de gases
  • Diarreia crônica
  • Constipação refratária
Principais fatores de risco para SIBO e IMO

Além disso, algumas condições aumentam o risco de supercrescimento bacteriano intestinal, como:

  • Diabetes mellitus
  • Esclerodermia
  • Hipotireoidismo
  • Pancreatite crônica
  • Cirurgias abdominais, como a cirurgia bariátrica
Como é feito o teste respiratório?

O teste respiratório do hidrogênio e metano baseia-se no princípio de que bactérias e arqueias fermentam carboidratos, produzindo hidrogênio (H₂) e/ou metano (CH₄). Esses gases são absorvidos pela corrente sanguínea e eliminados pelos pulmões.

Fisiologicamente, o organismo humano não produz H₂ ou CH₄. Portanto, a presença desses gases no ar expirado indica fermentação bacteriana no trato gastrointestinal.

O exame mede a concentração de hidrogênio e metano no ar expirado após a ingestão de um substrato, que pode ser lactulose ou glicose.

Inicialmente, realizamos o teste com uma coleta basal em jejum. Em seguida, após a ingestão do substrato, realizamos coletas seriadas do ar expirado a cada 15 minutos, com duração total de 2 horas.

Preparo para o exame

O preparo inclui:

  • Dieta pobre em alimentos fermentáveis na véspera
  • Jejum de 8 a 12 horas antes do exame

Alguns medicamentos, como antibióticos, laxantes e procinéticos, devem ser suspensos com antecedência específica, conforme orientação médica.

Clique aqui e confira todas as orientações de preparo para o exame.

Como é o tratamento do SIBO e do IMO?

Por fim, o tratamento envolve:

  • Uso de antibioticoterapia específica, de acordo com o tipo de gás predominante
  • Correção da causa de base
  • Estratégias para prevenção de recidivas

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